A médica Cláudia Soares Alves […], de Uberlândia (MG), foi presa nesta quarta-feira [5/11] por suspeita de orquestrar o assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani […]. A motivação seria facilitar a conquista da guarda da filha do casal, fruto do relacionamento de Cláudia com o ex-marido de Renata. Dois homens de Itumbiara (GO), um vizinho da suspeita e seu filho, também foram detidos por apoio logístico ao crime.
Por que isso importa?
Para além da gravidade do crime de adoção ilegal, que não deixa rastros para que a criança adotada possa, no futuro, buscar informações sobre sua origem biológica, como prevê o ECA, no caso ocorrido em novembro de 2020 no Triângulo Mineiro isso foi aliado a um assassinato.
O caso da morte – a tiros – de Renata Bocatto Derani, que tinha 35 anos à época do crime, é chocante. Segundo a investigação da Polícia Civil (PC/MG), Cláudia era “obcecada pela maternidade, após tentativas frustradas de fertilização in vitro, adoção ilegal e até [rapto] de uma recém-nascida em 2019″. Ela chegou a ser presa pelo rapto da menina.
Os indícios revelados pela PC/MG também indicam premeditação:
[Cláudia] planejava eliminar a rival para assumir o poder familiar. “Ceifando a vida da vítima, seria mais fácil conseguir a guarda”, explicou [o delegado Eduardo] Leal. […] Buscas na residência de Cláudia expuseram um quarto infantil equipado com berço, roupas de bebê e uma boneca reborn, simbolizando sua fixação não realizada.