[Alana Cabral] conduz uma das tramas mais delicadas da história ao interpretar Joélly [Maria das Graças], personagem que expõe o drama da barriga de aluguel ilegal, da adoção clandestina e da violência obstétrica. Nas últimas semanas, a atriz enfrentou cenas de forte intensidade, em que a personagem passa por um parto em clínica clandestina e tem o filho roubado. Para compor o papel, Alana pesquisou relatos de mulheres e buscou referências em histórias reais.
A atriz comentou, em entrevista, a abordagem de temas sensíveis na novela Três Graças, incluindo tráfico de crianças e práticas ilegais relacionadas à gestação por substituição. A produção dramatiza situações em que mulheres em condição de vulnerabilidade são aliciadas para entregar recém-nascidos ou participar de esquemas clandestinos de barriga de aluguel.
Segundo a reportagem, a trama busca retratar mecanismos utilizados por redes ilegais, como a intermediação por terceiros e a exploração de fragilidades sociais e econômicas. Embora inserido no contexto ficcional, o tema dialoga com casos reais investigados no Brasil e em outros países.
A atriz destacou que o objetivo é ampliar o debate público e dar visibilidade a práticas que, muitas vezes, operam de forma discreta e com baixa denúncia. A novela também levanta questões sobre lacunas legais e fiscalização insuficiente em torno da gestação por substituição.
Na entrevista, Alana Cabral afirma:
Quando a gente começa a ouvir relatos, percebe que é algo muito mais comum do que deveria. Muitas mulheres passaram por situações difíceis e às vezes nem sabem que aquilo se configura como violência obstétrica. Então trazer isso para a novela também ajuda a dar nome às coisas, a informar, a abrir espaço para que essas mulheres falem sobre suas experiências e até denunciar. Acho que ainda é um tema que precisa de muito debate e conscientização.
Por que isso importa
A abordagem de tráfico de crianças e barriga de aluguel ilegal em produtos de grande alcance, como novelas, contribui para ampliar a conscientização sobre crimes que frequentemente permanecem invisíveis. Casos reais mostram que redes ilegais exploram desigualdades sociais, recrutando mulheres em situação de vulnerabilidade para viabilizar a entrega de bebês fora dos canais legais.
A matéria lembra:
Não é a primeira vez que a barriga de aluguel aparece como tema em uma novela — e dificilmente será a última. A adoção ilegal também não é novidade no repertório da teledramaturgia brasileira.
O tema também se conecta a um cenário global em que a regulação da gestação por substituição varia amplamente entre países, criando brechas exploradas por intermediários. A ausência de normas claras e fiscalização efetiva pode facilitar práticas ilícitas, inclusive com dimensões transnacionais.
Além disso, a exposição midiática pode incentivar denúncias e pressionar autoridades a reforçar mecanismos de controle, especialmente em áreas onde a adoção legal enfrenta entraves burocráticos que acabam sendo explorados por redes clandestinas.
Aviso: este conteúdo foi gerado com apoio de inteligência artificial e supervisão humana, com base em reportagem publicada na imprensa.
Foto de capa: a atriz Alana Cabral como Joélly (foto: Estevam Avellar/TV Globo)