Tráfico de bebês é tema de entrevistas em rádios de Foz de Iguaçu

No contexto da participação de Gabriel Toueg no XII Seminário Internacional da Tríplice Fronteira – Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que acontece hoje (30) em Foz de Iguaçu, o jornalista participou, durante esta semana, de duas entrevistas sobre o tráfico de pessoas em rádios da cidade. A atividade de Toueg no oeste do Paraná terá continuidade amanhã (31) em Toledo, com o V Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Na CBN Foz, Toueg foi entrevistado ao lado de José Carlos de Souza e Silva, secretário executivo da Cáritas Foz do Iguaçu e coordenador da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CTETP), realizadoras do evento anual. Souza abordou a temática do tráfico de pessoas e Toueg, especificamente de bebês. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Cris Loose e Guilherme Wojciechowski.

Toueg lembrou que, embora não representem a maioria dos casos de tráfico de pessoas, os bebês são os mais invisíveis. Explicou que as famílias mais vulneráveis, que nos anos 1980 viviam em situação de miséria absoluta, eram exploradas e coagidas a entregar os recém-nascidos.

O tráfico de bebês tem duas principais origens de “captação”: o rapto de crianças em maternidades ou de dentro de casa e a coação de famílias que têm bebês ou uma mãe que é muito jovem (…) convencidas pelas quadrilhas. O efeito de longo prazo disso é que hoje, aquelas crianças que foram levadas nos anos 1980 (…), buscam respostas sobre as próprias origens – é algo que continua reverberando até hoje.

Ao longo da entrevista, Toueg mencionou diferentes casos de tráfico de bebês – de quem ainda busca, de quem desistiu de buscar, de quem se reuniu e de quem tenta se comunicar sem sucesso. Também lembrou da história de Bruna Vasconcelos, que saiu do país em 1986 a partir da Ponte Internacional da Amizade.

Assista à íntegra da entrevista concedida por Toueg e por Souza e Silva à CBN Foz:

Na Rádio Cultura Foz, a conversa foi exclusivamente sobre o tráfico de bebês. Toueg conversou longamente com os jornalistas Rosane Amadori, Maria Luiza Barros, Josué Kaleb e Joel Lima, apresentadores do programa Contraponto.

É (importante) entender que o tráfico que aconteceu nos anos 1980 continua reverberando hoje. Crianças que foram raptadas 40 anos atrás têm seus 40 anos hoje e continuam impactadas pelo tráfico, de quando eram bebês. São pessoas que continuam em busca de sua família biológica, de entender suas origens, pessoas que não têm acesso ao próprio histórico médico porque não conhecem suas origens genéticas.

Assista à entrevista à Rádio Cultura Foz:

Foto de capa: Jonathan Velasquez/Unsplash

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