Rapto de Bruna Vasconcelos completa 40 anos em 2026

Um dos casos mais emblemáticos do esquema de tráfico de bebês completa quatro décadas em 2026. Em junho de 1986, a menina Bruna Aparecida Vasconcelos, com apenas 4 meses de idade, foi retirada de casa por uma falsa babá, que a entregou para a quadrilha de Arlete Hilú. De Curitiba (PR), onde vivia com a família, Bruna foi levada para Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai, de lá para Ciudad del Este, Assunção e, enfim, para Tel Aviv, em Israel.

Lá, foi adotada por Jacob (Yakov) e Simone Turgeman, casal local que vivia em Lod, cidade na região metropolitana de Tel Aviv, a mesma em que fica localizado o aeroporto internacional mais importante do país, por meio do qual Bruna chegou ao país. E de lá, também, ela partiu, dois anos depois, no fim de junho de 1988, de volta ao Brasil, depois que a Suprema Corte israelense ordenou sua repatriação.

O caso foi acompanhado de perto pela imprensa brasileira e israelense e contou com a mobilização incansável de Rosilda Gonçalves, mãe de Bruna, que moveu imprensa, autoridades e o que mais pôde para chamar atenção ao desaparecimento da filha. Uma TV britânica ficou sabendo da história e patrocinou sua ida a Israel, onde reconheceu a menina, dando início ao processo que se arrastaria por dois anos no país.

Em 1º de julho de 1988, Bruna voltou para o Brasil nos braços da mãe e foi recebida com festa em Curitiba. Uma multidão aguardava a família no aeroporto Afonso Pena, e muitos seguiram em carreata atrás do veículo em que Bruna era levada para casa, não sem antes passar no Palácio Araucária, sede do governo paranaense.

O caso de Bruna é um dos mais relembrados quando se fala em tráfico de bebês no Brasil naquele período. Ela é, de fato, a única bebê traficada que voltou ainda pequena para o Brasil – justamente por ordem da Justiça do país adotante.

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