Por que lembrar é importante? 

Lembrar é uma forma de justiça. Casos de tráfico de bebês, muitas vezes ocultados por décadas, só passam a existir publicamente quando são narrados, documentados e reconhecidos. Sem memória, não há responsabilização — nem individual, nem institucional.

A preservação dessas histórias também ajuda a identificar padrões: atuação de redes, fragilidade de instituições, lacunas legais. Investigações jornalísticas e acadêmicas mostram que esses esquemas não foram episódios isolados, mas práticas recorrentes em diferentes períodos e regiões.

Além disso, lembrar é um direito das vítimas. O acesso à verdade — reconhecido em diferentes contextos de violações de direitos humanos — é parte fundamental de processos de reparação. No Brasil, esse princípio aparece em iniciativas como a Comissão Nacional da Verdade e em diretrizes internacionais da Organização das Nações Unidas.