Diversos fatores contribuíram para o silêncio. Em muitos casos, havia participação ou conivência de instituições respeitadas, como hospitais, cartórios e até setores do Judiciário, o que dificultava questionamentos.
Além disso, o tema envolve forte carga emocional e social. Muitas famílias optaram pelo silêncio, seja por medo, vergonha ou desejo de preservar vínculos construídos. Isso reduziu a visibilidade pública do problema por décadas.
A ausência de mecanismos de controle e transparência também favoreceu a ocultação. Só recentemente, com o avanço de investigações jornalísticas e o uso de tecnologias como DNA, esses casos começaram a emergir com mais força.