Acontecia nas duas formas. Embora casos de adoção internacional tenham ganhado maior visibilidade, há ampla evidência de que o fenômeno também ocorria (e segue ocorrendo) dentro do nosso próprio país.
Muitos relatos envolvem transferência direta de crianças entre famílias brasileiras, conhecida como “adoção à brasileira“, sem qualquer processo judicial, frequentemente com registros civis falsificados para ocultar a origem biológica.
Essa dimensão interna é, inclusive, mais difícil de mapear, porque deixou menos rastros institucionais e foi menos documentada por organismos internacionais. Hoje, investigações e relatos indicam que esse circuito doméstico pode ter sido tão ou mais frequente que o internacional.