Há padrões que se repetem entre os casos?

Sim. Investigações jornalísticas, estudos sobre adoção irregular e decisões judiciais mostram recorrência de alguns elementos: registro de nascimento diretamente em nome de terceiros, ausência ou inconsistência de documentos hospitalares, participação de intermediários e narrativas familiares pouco claras sobre o parto ou a entrega da criança, chamada de “adoção à brasileira“.

O próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) alerta para os riscos da chamada “adoção ilegal” e para o fato de que ela pode esconder violações graves de direitos.

Outro padrão importante é a permanência dos efeitos da fraude por décadas. Mesmo quando o registro civil continua formalmente válido, a Justiça brasileira reconhece que isso não elimina o direito da pessoa de buscar sua identidade biológica e de conhecer sua origem.